sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O soco.

O punho corta o vento, e colide com o couro.
Os músculos formam uma onda, levando a força que se inicia no pé, passa pelo quadril e termina na mão.
Endorfinas são liberadas, o lado selvagem floresce por um momento.
Nesse momento, todo o seu corpo trabalhou para um movimento rápido e destrutivo.
A energia que você começou a aplicar e fortaleceu com a onda muscular agora passa para seu alvo, que a recebe e a dispersa pela areia que o recheia.
Junto com essa energia vai um tanto da sua raiva.
A adrenalina sobe, seus músculos se oxigenam.
Você desfere outro soco.
Mais adrenalina.
O animal que existe em você vai se libertando cada vez mais.
Ele te dá poder.
O seu rugido está preso na sua garganta.
Quando for dar o último soco, solte o seu rugido, deixe com que seja ouvido.
E depois comece outra vez.
Acostume-se com sua fera.
Deixe com que ela saiba o que fazer quando precisar assumir o controle do seu corpo.
E, se precisar com que tal monstro se solte, só pare quando sua presa for abatida.

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