sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O fantasma da guerra.

Os nomes e rostos que se perderam.
Voltando para te assombrar.
Seu destino esteve nas mãos deles e você falhou.
Eles perderam o bem mais precioso por um motivo fútil.
A missão que te foi dada,  não foi cumprida.

O fantasma da guerra veio para você. 
Junto com ele, o seu batalhão de soldados caídos.
Junto com ele, os barulhos de bombardeio.
O árido canto dos projéteis cortando o ar.
O calor do campo, a sujeira e o aroma de morte.

Você não será o primeiro, e nem será o último.
Você será o próximo.
O fantasma da guerra não tem rosto.
Está esperando.
Vai continuar andando ao seu lado. 
A menor chance que você der, ele vai aproveitar.
E não vai ser um bom dia, comandante.

Ele te estende a mão. 
Te dá sua arma, a arma da nobreza militar.
Você aponta ela para sua têmpora.
Anseia por se juntar aos seus companheiros perdidos.
Busca paz na ponta da bala.
E puxa o gatilho.
O fantasma da guerra, veio te buscar...

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