sábado, 3 de novembro de 2012

No escuro.

Escuro.
Muito escuro.
Nenhuma fonte de luz, natural ou não.
Um escuro encorpado, dá pra sentir na pele a escuridão.
Vou cortando esse véu negro e a única coisa que ouço são meus próprios passos.
Procuro uma parede, algo para tocar e me guiar, mesmo sem saber para onde eu vou, ou de onde eu vim.
Meus olhos já não me servem.

Estou sozinho.
Andando.
E andando.

Por uma escuridão tão densa que não parece ser natural.
Essa escuridão vai me sufocar, sinto ela dentro dos meus pulmões.
Estou cercado.
Estão me evitando.
Querem brincar comigo.
Tem mais gente aqui.

Dou um pulo pra frente no escuro, pra ver se agarro algo, mas meus braços encontram apenas mais escuridão.
Não encontro saída.
Não tem nada aqui.
Não tem ninguém aqui.

Sou só eu... No escuro... Pra sempre.
E ninguém pode me ouvir.

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